21 Músicas para o Dia do Índio


O Dia do índio está chegando e com ele a preocupação de trabalhar o tema em sala de aula. Neste artigo veremos 21 Músicas para o Dia do Índio!






Tu Tu Tu Tupi





Hélio Ziskind


Tu Tu Tu Tu

Tu Tupi

Todo mundo tem

um pouco de índio

dentro de si

dentro de si

Todo mundo fala

língua de índio

Tupi Guarani

Tupi Guarani

E o velho cacique já dizia

tem coisas que a gente sabe

e não sabe que sabe

e ô e ô

O índio andou pelo Brasil

deu nome pra tudo que ele viu

Se o índio deu nome, tá dado!

Se o índio falou, tá falado!

Se o índio chacoalhou

tá chacoalhado!

e ô e ô

Chacoalha o chocalho

Chacoalha o chocalho

vamos chacoalhar

vamos chacoalhar

Chacoalha o chocalho

Chacoalha o chocalho

que índio vai falar:

Jabuticaba Caju Maracujá

Pipoca Mandioca Abacaxi

é tudo tupi

tupi guarani

Tamanduá Urubu Jaburu

Jararaca Jibóia

Tatu

Tu Tu Tu

é tudo tupi

tupi guarani

Arara Tucano Araponga Piranha

Perereca Sagüi Jabuti Jacaré

Jacaré Jacaré

quem sabe o que é que é?

- ...aquele que olha de lado...

é ou não é?

Se o índio falou tá falado

se o índio chacoalhou

tá chacoalhado

e ô e ô

Maranhão Maceió

Macapá Marajó

Paraná Paraíba

Pernambuco Piauí

Jundiaí Morumbi Curitiba Parati

É tudo tupi

Butantã Tremembé Tatuapé

Tatuapé Tatuapé

quem sabe o que é que é?

- ...caminho do Tatu...

Tu Tu Tu Tu

Todo mundo tem...



21 Músicas para o Dia do Índio!


Índio do Brasil



David Assayag


Sou igara nessas águas

Sou a seiva dessas matas

E o ruflar das asas de um beija-flor!

Eu vivia em plena harmonia com a natureza

Mas um triste dia, o kariwa invasor

No meu solo sagrado pisou.

Desbotando o verde das florestas,

Garimpando o leito desses rios

Já são cinco séculos de exploração

Mas a resistência ainda pulsa no meu coração

Na cerâmica marajoara, no remo sateré

Na plumária ka'apor, na pintura kadiwéu

No muiraquitã da icamiaba

Na zarabatana makú, no arco mundurukú

No manto tupinambá, na flecha kamayurá

Na oração dessana

Canta índio do brasil

Canta índio do brasil

Anauê nhandevá, anauê hei, hei, hei!

"dos filhos deste solo és mãe gentil, pátria amada brasil".




Índio criança



Turma da Mônica


Indiozinho vai crescer,

virar um índio valente.

Dentro dele vive sempre

o indiozinho inocente.

Criança índio, índio criança...

Não guarda mágoa, nem esperança.

Vive o presente, respira o ar,

se molha na água,

se seca ao sol lá na floresta

e se reúne com os outros índios

para a grande festa.

Criança índio, índio criança...

Felicidade é liberdade.

Solto ele canta, livre ele dança,

criança índio, índio criança.

Vendo no índio a transparência,

o homem branco tem consciência

que perdeu sua inocência.

Criança índio, índio criança...

Criança índio, índio criança...

Criança índio, índio criança...

Criança índio, índio criança...




A Mística Do Pajé



David Assayag


O tupinambá inalou paricá

No centro da selva

Invocou os prazeres com seu tamurá

Os deuses do rio, os seres do ar e os bichos rivais

E o grande pajé bebeu mururé

Encanta a aldeia, fiel curandeiro

Do chá de aguapé

Que dança o balé, na igarité, no igarapé

Dança pajé, dança pajé

Guerreiro pajé, curandeiro pajé

Celebra o luar, expulsa o anhangá

Avisa que o mal nunca vai afetar

O encontro tribal, encanto geral

Na busca da paz, na língua geral

Retoma o lugar, parece um altar

No centro da okara oferece um grande ritual

Pajé, pajé, pajé

Pai'ni pajé, pa'in pajé

Óóóóóó Pajé

Dança pajé ao som do inhã'bé

Todas as tribos reunidas na festa dabacuri

Mavutsinim bebeu mariri, tomou caxiri




Canto do Índio



Padre Zezinho


No centro da vida

No ventre da mata

No meio do verde

Debaixo do céu que era lua

Debaixo do sol que brilhava

Debaixo da lua índio vivia

Índio nascia, índio crescia

Índio vivia, índio corria

Índio dançava, índio plantava

Índio caçava, índio se amava

Índio lutava, índio morria

Índio vivia feliz

Não tinha muito, mas tinha tudo

Não cobiçava, não precisava

Não esbanjava, nunca roubava

Não enganava, não comerciava

Não devastava, não poluía

Índio sabia viver

No centro da vida

No ventre da mata

No meio do verde

Debaixo do céu que era a lua

Debaixo do sol que brilhava

Debaixo da lua índio vivia

Mas branco chegou falando

Que vem ajudar meu povo

Branco foi empurrando

Índio pra fora da terra

Branco ganhou a guerra

Branco tomou nossa terra



Brincar De Índio



Xuxa


Vamos brincar de índio

Mas sem mocinho pra me pegar...

Venha pra minha tribo

Eu sou cacique, você é meu par...

Índio fazer barulho

Índio ter seu orgulho

Vem pintar a pele para a dança começar

Pego meu arco e flecha

Minha canoa e vou pescar

Vamos fazer fogueira

Comer do fruto que a terra dá

Índio fazer barulho

Índio ter seu orgulho

Índio quer apito

Mas também sabe gritar

Índio não faz mais lutas

Índio não faz guerra

Índio já foi um dia

O dono dessa terra

Índio ficou sozinho

Índio querer carinho

Índio querer de volta a sua paz


Todo Dia Era Dia de Índio



Baby do Brasil


Curumim,chama Cunhatã

Que eu vou contar

Curumim,chama Cunhatã

Que eu vou contar

Todo dia era dia de índio

Todo dia era dia de índio

Curumim,Cunhatã

Cunhatã,Curumim

Antes que o homem aqui chegasse

Às Terras Brasileiras

Eram habitadas e amadas

Por mais de 3 milhões de índios

Proprietários felizes

Da Terra Brasilis

Pois todo dia era dia de índio

Todo dia era dia de índio

Mas agora eles só tem

O dia 19 de Abril

Mas agora eles só tem

O dia 19 de Abril

Amantes da natureza

Eles são incapazes

Com certeza

De maltratar uma fêmea

Ou de poluir o rio e o mar

Preservando o equilíbrio ecológico

Da terra,fauna e flora

Pois em sua glória,o índio

É o exemplo puro e perfeito

Próximo da harmonia

Da fraternidade e da alegria

Da alegria de viver!

Da alegria de viver!

E no entanto,hoje

O seu canto triste

É o lamento de uma raça que já foi muito feliz

Pois antigamente

Todo dia era dia de índio

Todo dia era dia de índio

Curumim,Cunhatã

Cunhatã,Curumim

Terêrê,oh yeah!

Terêreê,oh!


Cara de Índio



Djavan


Índio cara pálida,

cara de índio.

Índio cara pálida,

cara de índio.

Sua ação é válida, meu caro índio.

Sua ação é válida, válida ao índio.

Nessa terra tudo dá,

terra de índio.

Nessa terra tudo dá,

não para o índio.

Quando alguém puder plantar,

quem sabe índio.

Quando alguém puder plantar,

não é índio.

Índio quer se nomear,

nome de índio.

Índio quer se nomear,

duvido índio.

Isso pode demorar,

te cuida índio.

Isso pode demorar,

coisa de índio.

Índio sua pipoca,

tá pouca índio.

Índio quer pipoca,

te toca índio.

Se o índio se tocar,

touca de índio.

Se o índio toca,

não chove índio.

Se quer abrir a boca,

pra sorrir índio.

Se quer abrir a boca,

na toca índio.

A minha também tá pouca,

cota de índio.

Apesar da minha roupa,

também sou índio.


Índio Gente



Oriundos de Jáh


Índio Gente

Quando o Brasil ainda nem era Brasil

Talvez tivesse um nome, talvez não

Vivia aqui um ser moreninho, pintado

E que usava tanga

Se alimentava de peixes, comia sementes, bananas, raízes, mangas

Eram os donos das terras que hoje se chamam Brasil

Talvez tivessem nomes... Talvez não

Mas, hoje desde a "afundação" do índio

Que está tudo registrado é tudo cidadão

Como todo cidadão brasileiro, não só por que chegou primeiro

Terá alguma regalia

E ficará como idoso ou aposentado

Seu curumim como nosso menor será tratado

Veja quanto índio, gente!

_ Só se for num seriado da TV ou nas reservas não sei do quê

Quase nem se fala nem se vê

Veja quanto indigente!

Índio ou não índio, o povo brasileiro, como vai?

_ Vai índio... vai índio... vai índio...

Mas, hoje desde a "afundação" do índio

Que está tudo registrado é tudo cidadão

Como todo cidadão brasileiro, não só por que chegou primeiro

Terá alguma regalia

O cacique já velho é aposentado

O Pajé sem diploma será cassado

Seu curumim como nosso menor será tratado

Veja quanto índio, gente!

_ Só se for num seriado da TV ou nas reservas não sei do quê

Quase nem se fala nem se vê

Veja quanto indigente!

Índio ou não índio, o povo brasileiro, como vai?

_ Vai índio... vai índio... vai índio...


Índio



Banda Botando Fogo


O Guarani cadê você

O pataxó onde tu ta?

Sumiram da aldeia

E foram parar em outro lugar

Toda essa terra que por direito

É toda sua e algum sujeito

Persistiu em te roubar

O Guarani cadê você

O pataxó onde tu ta?

Vem cobrar o seus direitos

E lutar por seu habitat

Eu to aqui pra te mostrar

Eu to de índio mas onde é

Que o índio tá?




Índio E O Monte



Du Casco


De tanga e cocar eu fui por toré brigar

De tanga e cocar eu fui pro toré brigar

Mas seu Antonio não quer, me ver cantar, cantarolar

Mas seu Antonio não quer, me ver cantar...

Oh monte, aponte sua sombra sobre meu lugar

Oh monte, aponte sua sombra nova nau a navegar.

Na hora que a onça for a caça/ A mata vai chorar outras matanças

E o índio vai cantar com alegria o dia da mudança

Sorrir e cultivar sua aldeia sua herança


O Índio do Senhor



Cristina Mel


Uh, uh, uh, uh, uh, uh, uh, uh, uh, uh, uh, uh, uh!

Uh, uh, uh, uh, uh, uh, uh, uh, uh, uh, uh, uh, uh!

“Que festa linda! Todo mundo na Tribo de Jesus, hein!”

O índio está fazendo festa lá no meio da floresta

Acendeu uma fogueira e guardou o arco e flecha

Na oca, que era tão escura,

Podemos ver brilhar a luz

O coração que era sem dono

Tem um dono, agora é Jesus!

E batendo seu tambor, batendo seu tambor

O índio na tribo adora ao salvador

E batendo seu tambor, batendo seu tambor

O índio canta: “Jesus é o senhor!”

Ooh, oh, oh, oh, oh, oh.

O índio adora ao senhor!

Ooh, oh, oh, oh, oh, oh.

O índio adora ao salvador!

O índio quer pintar o rosto

E no cabelo fazer trança

Agora ele está feliz

Pois no coração tem esperança

Acendeu uma fogueira

E guardou o arco e flecha

O índio está fazendo a festa

Lá no meio da floresta

Uh, uh, uh, uh, uh, uh, uh...


Louvai Ao Índio



Raulnei


Louvai ao índio,

Índios, louvai, louvai

Habitantes da nossa terra mãe

Nossa família mãe

Antepassados da nossa geração

Índios sem proteção

Não têm inveja ou preconceito, incapazes do mal

É mais do que perfeito, liberdade racional

Praticam sua cultura, suas crenças, seu valor

Têm sempre a melhor cura para os males, para a dor

Louvai ao índio,

Índios, louvai, louvai

Raça unida, porém alma ferida

Só lutam pela vida

Nação indígena e civilização

Não têm compreensão

Na mata ouvem-se os tambores da aldeia ao pantanal

Índios em pé de guerra celebrando um ritual

Lutar contra a ignorância pra poder sobreviver

É a predominância matar ou morrer

Louvai ao índio,

Índios, louvai, louvai




Índio Tupy



Cacique e Pajé


Lá em Mato Grosso eu nasci na margem do rio Vermelho

Vivo no meio dos Caiapós e dos Guaranis

Deixei minha tribo e vim pra cidade viver no asfalto

Mas bate no peito e grito bem alto

Sou bem brasileiro, índio Tupy.

Correndo nos campos caçando e pescando assim eu cresci

O grande progresso me obrigou um dia eu viver aqui

Mas quando eu canto minha voz transmite o cheiro da mata

Montanha rochosa, riacho e cascata

Sou bem brasileiro, índio Tupy.

Já faz tanto tempo, quase nem me lembro que ficou pra trás

Ranchinho de palha, os anos passaram, mas não te esqueci;

Por isso que eu canto e levo pros ares tudo de mais belo

Eu tenho o sabor do verde amarelo

Sou bem brasileiro, índio Tupy.




Índios do Brasil



Cacique e Pajé


Quem pergunta de onde eu vim a reposta vai na hora certa

É um direito de quem quer saber quando a curiosidade desperta

Minha gente viveu neste terra bem antes de ser descoberta

Na verdade ninguém descobriu esta terra nunca foi deserta

Acabou nossa tranqüilidade desde que atracou o navio

Com ganância e devastação que a nossa riqueza sumiu

Muita gente explorando tudo, mas pra nós isto nada serviu

Muitas tribos desapareceram, os culpados ninguém descobriu.

Alimento era caça e pesca, mas a felicidade existia

Essa gente só trouxe problema, veio doença e epidemia

Atacando adulto e criança nossa gente desaparecia

Antes desses acontecimentos da velhice é que a gente morria.

Alguns dizem que foi descoberta, outros dizem que foi invasão

Nosso ouro e madeira de lei lá se foram com a exportação

Mas o homem que enriqueceu para o índio não deu atenção


Deixa o Índio Em Paz



Cacique e Pajé


Quando o índio deixa a reserva

Sai a procura de proteção

Ele espera na cidade grande

Ver um bom amigo, ver um irmão.

Sendo ativo ele vem na frente

E ensina lá no sertão

Coisas boa na escola da aldeia

Com sabedoria em cada lição.

Aqui Deus é o supremo

Na aldeia o índio fala Tupã

Assim mamãezinha linda

O bom filho chama chimi-porã

Tem uns vicio que se considera

Civilizado sendo capaz

Praticando na terra do índio

Muita coisa errada que índio não faz

Nesta hora fazendo uma prece

A força divina vence o satanás

É uma ordem de amor e bondade

Façam caridade deixa o índio em paz.




Índio



Farofa Carioca






Há 500 anos eram 5 milhões de índios felizes no Brasil

Cada um em sua oca ,cada oca em sua taba, cada taba em sua mata

Cada rio, cada peixe, cada bicho, bicho!

Um por todos, todo mundo nu!

Cada um na sua (viviam todos muito bem)

Cada um na sua (ninguém falava mal de ninguém)

Cada um na sua (todo mundo nu!)

Cada um na sua (tudo bem)

Boto, tamanduá, cocar, sucuri, cucu

Jacarandá, anta, cajá, curumim, arara

Jaguatirica, mandioca, de boi, jacaré, vitória régia (Tim Maia!)

Cada um na sua (sem roupa)

Cada um na sua (sem falcatrua)

Cada um na sua (ninguém passava a mão na bunda de ninguém)

Cada um na sua (pode crer)

Hoje são 250 mil, mataram milhões de tristeza e solidão

Na bala, no chicote, na humilhação

Índio foi queimado vivo quando dormiu

Índio comeu peixe poluído do rio

Índio quer saber se chega ao ano dois mil

Índio veio morar numa favela do rio

Caiapó, Tupi, Xingu

Guarani, Txucarramã

Acolhei a Tupã

Pataxó

"dedicamos essa música ao índio Pataxó Galdino, que morreu pelas mãos de uns meninos mimados do Distrito Federal. Só deus sabe o motivo pelo qual eles não foram condenados!"

Cada um na sua (eles não foram condenados)

Cada um na sua (ninguém tocou no assunto)

Cada um na sua (no final ficou todo mundo nu)





OS INDIOZINHOS



1,2,3 indiozinhos

4,5,6 indiozinhos

7,8,9 indiozinhos

10 um pequeno bote

Iam navegando pelo rio abaixo

Quando o jacaré se aproximou

E o pequeno bote dos indiozinhos

Quase vazio virou

1,2,3 indiozinhos

4,5,6 indiozinhos

7,8,9 indiozinhos

10 um pequeno bote

Iam navegando pelo rio abaixo

Quando o jacaré se aproximou

E o pequeno bote dos indiozinhos

Quase vazio virou

Quase vazio virou

Quase vazio virou

Mas não virou



NA TRIBO ELES VIVEM - PATATI PATATÁ

Na tribo eles vivem comendo raiz

Caçando e pescando, guerreando feliz

A oca é a morada, cacique é o guerreiro

A taba é a aldeia, pajé o feiticeiro

Deus é Tupã, a lua é Jaci

A língua que eles falam é Tupi-Guarani!







 

CURUMIM IÊ IÊ



Robertinho De Recife



Eu sou uma índia, sou filha da lua

Sou filha do sol, nasci num dia

Que a chuva caía, e nas nuvens do céu

Pintou o meu nome, com todas as cores

Oh! maravilha

Da mata o verde, azul do mar

Rosa das flores

Amarelo ouro, vermelho maçâ

Íris no céu, lilás dos sonhos

Haverá sempre um arco íris maravilha

refrão:

Tuiuiu iu iu

Sou curumim iê iê

Tuiuiu iu iu

Sou curumã arauê

Eu sou uma índia, sou filha da lua

Sou filha do sol, meus cabelos negros

A noite tingiu, serviu como espelho

As águas do rio, eu falo com o vento

E com os animais, eu nado com os peixes

Nós somos iguais

Oh! maravilha

refrão...





TODO DIA ERA DIA DE ÍNDIO


Tim Maia e Jorge Ben Jor



Jês, Kariris, Karajás, Tukanos, Caraíbas,

Makus, Nambikwaras, Tupis, Bororós,

Guaranis, Kaiowa, Ñandeva, YemiKruia

Yanomá, Waurá, Kamayurá, Iawalapiti, Suyá,

Txikão, Txu-Karramãe, Xokren, Xikrin, Krahô,

Ramkokamenkrá, Suyá

Hey! Hey! Hey!

Hey! Hey! Hey!

Curumim chama cunhatã que eu vou contar

Cunhatã chama curumim que eu vou contar

Curumim, cunhatã

Cunhatã, curumim

Antes que os homens aqui pisassem

Nas ricas e férteis terraes brazilis

Que eram povoadas e amadas por milhões de índios

Reais donos felizes

Da terra do pau-brasil

Pois todo dia, toda hora, era dia de índio

Pois todo dia, toda hora, era dia de índio

Mas agora eles só têm um dia

O dia dezenove de abril

Mas agora eles só têm um dia

O dia dezenove de abril

Amantes da pureza e da natureza

Eles são de verdade incapazes

De maltratarem as femeas

Ou de poluir o rio, o céu e o mar

Protegendo o equilíbrio ecológico

Da terra, fauna e flora

Pois na sua história, o índio

É o exemplo mais puro

Mais perfeito, mais belo

Junto da harmonia da fraternidade

E da alegria,

Da alegria de viver

Da alegria de amar

Mas no entanto agora

O seu canto de guerra

É um choro de uma raça inocente

Que já foi muito contente

Pois antigamente

Todo dia, toda hora, era dia de índio

Todo dia, toda hora, era dia de índio

Hey! Hey! Hey!

Jês, Kariris, Karajás, Tukanos, Caraíbas,

Makus, Nambikwaras, Tupis, Bororós,

Guaranis, Kaiowa, Ñandeva, YemiKruia

Yanomá, Waurá, Kamayurá, Iawalapiti, Suyá,

Txikão, Txu-Karramãe, Xokren, Xikrin, Krahô,

Ramkokamenkrá, Suyá

Todo dia, toda hora, era dia de índio

Todo dia, toda hora, era dia de índio

Hey! Hey! Hey!

Curumim, cunhatã

Hey! Hey! Hey!

Cunhatã, curumim

Hey! Hey! Hey!

Curumim, cunhatã

Hey! Hey! Hey!

Cunhatã, curumim
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